A filha do Lula

Abril 2, 2008

Por Helder Caldeira

A situação do presidente Lula e de seu governo está cada vez pior. Após denúncia de que seus ministros usurparam indevidamente dinheiro do cartão de crédito corporativo, da demissão de uma ministra pelo mesmo motivo e de outros sendo obrigados a devolver dinheiro aos cofres públicos, além da ameaça de início dos trabalhos legislativos no Congresso Nacional com a CPI da Farra dos Cartões, o Palácio do Planalto atolou um pouco mais a cabeça na lama.

A situação do presidente Lula e de seu governo está cada vez pior

A edição do jornal “Folha de S. Paulo” da segunda-feira 04 de fevereiro traz denúncia assinada pela jornalista Leila Suwwan, da sucursal de Brasília. Segundo a “Folha”, o segurança pessoal da filha de Lula, Lurian Cordeiro Lula da Silva, gastou R$ 55 mil nos últimos nove meses no cartão corporativo do governo federal que usava. Os gastos foram feitos em lojas de autopeças, materiais de construção e ferragens, além de livrarias, postos de gasolina, supermercados e até mesmo numa loja de munição. Todas em Florianópolis.

Para quem não se lembra, Lurian foi o estopim da derrota de Lula em sua primeira tentativa de chegar ao “pote de ouro”, em 1989. Na época, durante a campanha de segundo turno, o então candidato Fernando Collor de Mello, uma semana antes do pleito, levou ao seu programa de TV a chorosa Mirian Cordeiro, com quem Lula tivera um relacionamento extraconjugal. No ar, Mirian afirmou que Lula teria exigido que ela realizasse um aborto, colocando fim ao fruto daquela relação.

Os efeitos da entrevista de Mirian foram devastadores na campanha presidencial de Lula, somados à polêmica edição do último debate entre os candidatos exibido pelo “Jornal Nacional” e às insinuações na mídia de que os seqüestradores do empresário Abílio Diniz tinham ligações com o PT. Collor, então filiado ao nanico PRN, conquistou 49,9% dos votos válidos (contra 44,23% de Lula) e tornou-se o mais jovem presidente da República eleito.

Para o secretário, o ‘erro’ está na publicação de mais uma farra com dinheiro público e não no uso indevido do cartão corporativo. É a já conhecida tática do governo Lula de culpar a janela pela paisagem

Pois bem, eis que surge novamente na mídia a filha de Lula e Mirian: Lurian. O segurança pessoal dela gastou dinheiro do cartão corporativo da Secretaria de Administração do Planalto. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República afirma que esses gastos são sigilosos e que jamais deveriam ter sido publicados no site Transparência (www.transparencia.org.br), da Controladoria Geral da União. Segundo o ministro Jorge Félix, a publicação dos gastos do segurança da filha de Lula em Florianópolis só aconteceu devido a um “erro administrativo”.

No mínimo o ministro Jorge Félix toma os cidadãos brasileiros por idiotas. Para o secretário com status de ministro, o “erro” está no fato da publicação de mais uma farra com dinheiro público e não no uso indevido do cartão corporativo. É a já conhecida tática do governo Lula de culpar a janela pela paisagem. Os critérios de utilização dos cartões corporativos são claros: restritos a emergências e despesas dos funcionários públicos do dito alto escalão em viagens (acomodações e refeições).

O fato é que esses cartões tornaram-se, ao longo do governo Lula, o caixa das farras dessa cambada que se instalou no Planalto Central e, agora, de seus familiares. Para se ter uma idéia, os saques em dinheiro nesses cartões são de impossível identificação. Logo, 75% dos R$ 75 milhões gastos em 2007 foram feitos em saques em espécie. São mais de R$ 56 milhões sacados pelo alto escalão do Palácio do Planalto e que jamais saberemos onde foram utilizados. Definitivamente perderam a vergonha na cara, se é que tiveram-na algum dia.

Mas e a filha do Lula, o que fazer com ela? Demiti-la?

Pois o segurança de Lurian gastou R$ 55 mil em Florianópolis, que deverão ser ocultados sob a desculpa da Segurança Nacional (já nem sei mais quem deve proteger quem). Matilde já caiu, assumindo o erro de seus gastos indevidos (mais de R$ 170 mil só em 2007). O ministro dos Esportes, Orlando Silva, garantiu que irá devolver os mais de R$ 20 mil gastos sob suspeita de ilegalidade. O ministro da Pesca, Altemir Gregolin, também deverá fazer o mesmo com os mais de R$ 22 mil que gastou no ano passado.

A propósito, o presidente da República gastou no cartão de crédito corporativo em 2007 um total de R$ 115 mil. Só com carnes para os famosos churrascos foram R$ 23.800. Até uma conta na videolocadora (R$ 55) foi paga com o cartão do presidente. Mas tudo bem, o Lula pode! Afinal, um homem tão generoso como ele, que distribui Bolsa Família, de origem humilde, que passou fome no semi-árido nordestino e que chegou a São Paulo em um “pau-de-arara” tem todo o direito de pagar suas farras após as “peladas” e suas contas com o nosso dinheiro.

Mas e a filha do Lula, o que fazer com ela? Demiti-la?

Fonte: Notícia do Globo on line

Riquezas estratégicas

Março 24, 2008

Coloco aqui um email interessante que recebi hoje.

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Para ler com atenção e meditar.

O PRÉ-SAL E O ENIGMÁTICO FUTURO BRASILEIRO
Carlos Lessa (economista) Extraído do jornal `Valor Econômico`
Toda profissão tem cacoetes lingüísticos. O geólogo brasileiro denomina os campos submarinos de petróleo existentes abaixo de um enorme e espesso lençol de sal de pré-sal. O geólogo ordena o mundo de baixo para cima. O sal dificulta e encarece a extração, porém preserva um óleo leve e de ótima qualidade.

Fortes evidências levam a crer que há 130 milhões de anos começou o desquite entre África e América do Sul. No meio, surgiu um lago que, crescendo, dá origem ao Atlântico Sul. O material orgânico foi sepultado debaixo do sal; posteriormente, outros elementos se depositaram. A combinação de temperatura e pressão converteu a matéria orgânica em petróleo. Movimentos tectônicos deslocaram o sal; parte do petróleo migrou para cima das `janelas` de sal. A Petrobrás localizou campos submarinos nestas janelas: Namorado, Marlin, Roncador e toda uma peixaria permitiram a auto-suficiência deste combustível. O óleo dessas jazidas não é o melhor - é pesado - porém é nosso; está em nossa fronteira marítima, pertence à Petrobrás, e o Brasil é líder em tecnologia e ambições em águas profundas.
A Petrobrás foi em frente. Perfurou ao longo do mar, desde Espírito Santo até a Bacia de Santos, em busca do pré-sal. Tudo leva a crer que existam campos no mar em uma área de até 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura. As estimativas oscilam entre 30 e 50 bilhões de barris no pré-sal - não é um delírio nacional, esta é a avaliação do Credit Suisse. Hoje temos 14 bilhões de barris provados. Com Tupi, Carioca, Júpiter e seus `compadres`, chegaríamos às reservas atuais da Rússia e da Venezuela.

O óleo do pré-sal é leve. O Brasil pode confiar nos geólogos, cientistas, engenheiros e tecnólogos que desenvolveremos a tecnologia para estes campos muito profundos e com espessas camadas de sal. Ao Eldorado Verde da Amazônia, descobrimos um Azul, no pré-sal; um novo Eldorado pelo brasileiro e para o brasileiro. Este é o sonho. Pode-se converter em um pesadelo.

Os EUA consomem 25% do petróleo do mundo. O grande poluidor bebe, todos os anos, sete bilhões de barris. Tem reservas pequenas, apenas para quatro anos. Por isto, tem tropas na Arábia Saudita (260 bilhões de barris de reservas), e frotas navais no Oceano Índico; estimulou o conflito latente entre sunitas e xiitas, promoveu Saddam Hussein e deu fôlego a Bin Laden. Com o primeiro, alimentou o ódio ao Irã (100 bilhões de barris); com o segundo, sustentou a rebelião dos afegãos contra a URSS. Após o 11 de setembro, destruiu os talibãs e, desde então, acusou o Iraque (100 bilhões de barris) de dispor de armas nucleares. Destruído Saddam, não se descobriu nenhum armamento não convencional. Transferiu, imediatamente, para o Irã a acusação de estar se nuclearizando. Os EUA mergulharam de ponta-cabeça no Oriente Médio, pois têm sede de petróleo - aliás, a China e a Índia também.

Até o pré-sal brasileiro, o Novo Mundo não poderia saciar os EUA; o México já foi depredado (tinha 52 bilhões de reservas e hoje está com 17). O Canadá tem muita areia betuminosa (custos extremamente elevados de extração). A Venezuela tem reservas insuficientes para a sede norte-americana. Alguns países ficaram sem petróleo: a Indonésia exportou, participou da Opep e vendeu seu óleo a US$ 3 o barril, hoje importa a US$100 o barril. O Reino Unido não é mais exportador de petróleo no Mar do Norte; bebeu e vendeu demais. Este é o pano de fundo de um possível pesadelo geopolítico. Não interessa ao Brasil que o Atlântico Sul se converta num Oriente Médio.

A primeira pergunta que ocorre é: o petróleo do pré-sal é nosso? Logo depois: até quando? O neoliberalismo já promoveu nove rodadas de leilões.

A ANP - instituição que no passado seria denominada de `entreguista` - pretendeu acelerar uma nova rodada nos blocos do pré-sal. Com clarividência, o presidente Lula suspendeu a rodada e solicitou à ministra Chefe da Casa Civil que estudasse uma nova legislação de regulamentação da economia do petróleo. Creio que Lula anteviu um possível `Iraque` em nosso território. O presidente sabe que a Petrobrás pode, técnica e financeiramente, desenvolver Tupi e outros campos do pré-sal. Sabe que não se brinca com soberania na `Amazônia azul`. Nossa Marinha de Guerra precisa do submarino nuclear; nossa Aeronáutica precisa de mísseis e da Base de Alcântara, porém quem garante que não seremos acusados de belicismo?

Conheço a ministra Dilma desde os tempos da Unicamp. Sei que é nacionalista e bem preparada; ela sabe que o preço do barril irá subir tendencialmente. É uma boa `aplicação financeira` manter petróleo conhecido e cubado como uma reserva estratégica; rende mais que os Títulos de Dívida Pública norte-americanos. Um fundo soberano, alimentado com uma parcela das reservas cambiais de nosso Banco Central, poderia subscrever ações e financiar a Petrobrás. É mais estratégica esta `aplicação` do que apoiar o Tesouro dos EUA. Dilma sabe que a China fura poços e os mantém lacrados, preferindo beber petróleo importado em troca de suas exportações. Certamente, a regulamentação não será elevar royalties e contribuições especiais sobre o petróleo extraído do pré-sal por companhias estrangeiras.

A premissa maior é reassumir a Petrobrás como empresa estratégica para o futuro desenvolvimento brasileiro e escudo protetor de uma geopolítica potencialmente ameaçadora. Para tal, é necessário retirar da companhia sua medíocre missão atual: `honrar seus acionistas`. Aliás, o Dr. Meirelles, com o desejado fundo soberano, poderia converter o Banco Central em `acionista`, recomprando as ações que os governos liberalizantes venderam para estrangeiros.

A diretoria da Petrobrás, em vez de saber a cotação da ação em Wall Street, deveria estar articulada com o presidente da República, expondo ao Brasil o modo de manter o Eldorado em nossas mãos.

Carlos Lessa (economista) Extraído do jornal `Valor Econômico` de 12.03.08

O Centro do Rio

Fevereiro 28, 2008

Trabalhar no centro do Rio é interessante. Tem o lado ruim do tumulto, camelôs tomando as calçadas, pequenos assaltos aqui e ali, e é claro: barulho, muito barulho.

Mas tem uma lado bacana, que é a própria arquitetura do centro, com suas fachadas antigas contrastando com alguns edifícios moderníssimos. Acho bacana isso.

Aqui uma foto tirada da janela de onde eu trabalho, a vista é do Largo da Carioca.

Largo da Carioca

Excesso de poder

Fevereiro 11, 2008

Muito se discute aqui no Rio sobre a atuação da policia, sobre policiais bons e maus, sobre os honestos e os desonestos. Muitos defendem a atuação da Policia de maneira severa contra os bandidos, defendem inclusive os excessos, que teoricamente quando cometidos contra bandidos, estão plenamente justificados - eu mesmo já argumentei a favor disso.

Mas devemos sempre nos lembrar que quando alguem tem poder ilimitado, quando é livre para julgar, e esolher se vai matar ou deixar viver, esta pessoa como todo ser humano é passível de erros. E se hoje ele está matando um bandido e está certo, amanhã ele pode estar batendo em um cidadão de bem (que pode ser você), e achar que está certo. E aí?

Quem deve decidir se alguem é bandido ou não é um tribunal, dentro do rigor da lei. Ao policial cabe o papel de manter a ordem pública, de prender e levar para delegacia.

Vejam o que aconteceu entre um Juiz Federal e Policiais do CORE:
aqui nesse link

Almoço de trabalho

Janeiro 23, 2008

O restaurante!

Trabalho no centro do Rio, e adoro almoçar no restaurante Filet & Folhas. Um restaurante bem bacaninha que combina saladas e grelhados em pratos não tão baratos, mas sempre muito bem servidos e em um ambiente ótimo.

Hoje, como quase todos os dias, almoçamos lá. Saimos pra almoçar tarde, como também é de costume, porque gostamos de restaurante vazio. Apenas nossa pequena “panela” aqui da equipe. Os papos são sobre política, abobrinhas, e é claro.. trabalho!

Eu lá!

Sem assunto

Janeiro 21, 2008

Cafezinho depois do almoço…

Cafezinho na livraria depois do almoço, uma delícia…

Pensamento

Janeiro 9, 2008

“O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos”

Marguerite Yourcenar

Reveillon!

Dezembro 27, 2007

Natal é um saco! Um monte de protocolo chato pra seguir, um sentido religioso que pra mim não faz sentido algum e obrigações, obrigações e mais obrigações.

Mas logo depois vem o Reveillon!!! Reveillon combina com festa, com música alta, com promessas (que nunca serão cumpridas), com riso, com choro, com reflexões, com banho de mar, com um sentimento de renovação, com coisas novas, com gente nova. Ano novo é FODA!

E vamos que vamos.

Empty Streets

Dezembro 26, 2007

Mais uma obra-prima da música eletrônica. O nome da música é “Empty Streets” o autor é “Late Night Alumni”, abaixo coloquei a letra. Aumente seu som e viaje.

The city feels clean this time of night
Just empty streets and me walking home to clear my head

I know it came as no surprise
I’m affected more than I had guessed on what was said

If the smile’s not meant to be
If the heart’s not ready to open
If we make it I won’t see how it’s broken

It’s the quiet time before the dawn
And I’m half past making sense of it, was I wrong?

Should I claim to give it all
In a world where not much ever seems to last long

If the smile’s not meant to be
If the heart’s not ready to open
If we make it i won’t see it’s broken

If the smile’s not meant to be
If the heart’s not ready to open
If we make it I won’t see how it’s broken

How it’s broken…

If the smile’s not meant to be
If the heart’s not ready to open
If we make it i won’t see it’s broken

If the smile’s not meant to be
If the heart’s not ready to open
If we make it I won’t see how it’s broken

How it’s broken…

If the smile’s not meant to be
If the heart’s not ready to open
If we make it i won’t see it’s broken

If the smile’s not meant to be
If the heart’s not ready to open
If we make it I won’t see how it’s broken

How it’s broken…

Manowar, Courage

Dezembro 12, 2007

Música bacana!